Trabalho de campo

Trabalho de campo marca o nascimento número 50 da artista Francisca Benítez e reúne várias de suas obras mais significativas, desenvolvidas nas últimas duas décadas. O título refere-se tanto a observação e a coleta como para os trabalhos rurais, e dá conta da relação da prática do artista com o estar/pesquisar em lugares como Nova York, sua residência a partir de 1998; e a ruralidade de Pichingal (Região de Maule, chile), o seu local de origem e residência no Chile, de onde várias obras emergem.

Questionando a relação entre o poder e a construção das cidades, a mostra indaga-se no coletivo, o efêmero, a solidariedade, o ocasional, o desejo e a imaginação como elementos essenciais para fazer e, além disso, disputar a cidade. A questão crítica que subjaz é que significa para a vida o sistema capitalista, bem como a ideia de cidade e de cidadania gera. Interrogações que a artista explora a partir de frotados, desvios, ações no espaço público, instalações, projetos coletivos e comunitários.

O trabalho de Benítez é testemunha material de processos de observação das localidades em que vive, bem como das comunidades de que faz parte. Processos que documentam o habitar e a organização social, um primeiro passo de imersão para a intervenção, a transgressão, além da crítica pôr em ação. Trata-Se, portanto, de uma busca por promover outros modos de experimentar e imaginar cidades e de como viver nelas.

Joselyne Contreras Cerda

Curadora MAC

Inauguração

Quarta-feira, 11 de dezembro de 2025

MAC Museu de arte contemporânea

a Universidade de Chile


Francisca Benítez

Santiago do Chile, 1974

Vive e trabalha em Nova York